Guia de Deck – Gnar Darius

Pra quem diz que o Darius tá fraco, mentindo não tá. Mas a real é que o campeão volta e meia aparece como uma opção em decks agressivos. Hoje, a gente vai combinar ele com o Yordle Pré-Histórico e explicar como funciona o Gnar Darius, o novo deck de sobrepujar!

Freljord
Noxus
0
1
2
3
4
5
6
7+
24 500
champion
6
epic
1
rare
10
common
23
Campeões
6

4

Gnar

x3

6

Darius

x3

Seguidores
24

1

Falcão dos Presságios

x2

1

Retaguarda da Legião

x3

1

Sabotadora da Legião

x3

2

Guerreira Impiedosa

x3

2

Orador das Presas

x3

3

Balista de Ferro

x3

5

Desafiador Caído

x3

7

Yeti Ancestral

x3

8

Capitão Farron

x1

Feitiços
10

2

Cântico dos Trolls

x3

3

Reta da Morte

x3

5

Estratégia Decisiva

x2

8

Fúria da Batalha

x2

16 de maio de 2022
runescola.com.br

Aqui neste guia a gente divide o nosso conteúdo em cinco partes: explicamos as cartas do deck, sua condição de vitória, damos dicas gerais, qual o foco que você deve ter ao definir sua mão inicial e como são os confrontos no meta atual.

Vamos começar com os campeões, que estranhamente nessa lista não possuem papéis muito importantes.

Enquanto o Darius até que se comporta como finalizador, o Gnar está presente muito mais para seguir com a pressão que este deck PRECISA causar, principalmente no midgame.

Apesar de não ser essencial, ele é um dos focos de proteção, já que pode gerar valor tanto no nível um, criando cópias de Graveto Pontudo quando no nível dois, desafiando unidades vulneráveis e fazendo uso de seu ataque rápido.

Movendo para os seguidores, você irá perceber a presença de 8 unidades de custo um: Falcão dos Presságios, Sabotadora da Legião e Retaguarda da Legião.

Antigamente, quando o Falcão de Freljord era a carta mais jogada de Legends of Runeterra, eu costumava dizer que entregar um buff de +1/+1 para qualquer unidade já competitiva do jogo a tornaria praticamente quebrada. E isto não mudou, principalmente quando a unidade aumentada possui sobrepujar.

Seguindo na curva de mana do Gnar Darius, temos a Guerreira Impiedosa e o Orador das Presas. As unidades são muito parecidas em custo e atributos, com a diferença que a Guerreira pode lidar bem com tentativas de remoção de baixíssimo custo, como Negociarrr, Banquete Cruel, Go Hard e afins. Inclusive, não subestime a palavra-chave Robusto, principalmente quando associada com Cântico dos Trolls, que a gente irá falar daqui a pouco.

Existe apenas uma unidade na curva três, a Balista de Ferro, e isso acontece por dois motivos: o primeiro é que não existem outras boas opções de unidades com sobrepujar na curva e segundo porque você vai precisar acumular uma certa quantidade de mana de feitiço nas suas partidas e, talvez, este seja o momento.

Eu vou inverter a ordem de algumas unidades e, embora exista um seguidor de custo 5, o cenário ideal normalmente envolve ter o Yeti Ancestral na sua mão desde o início do jogo e, assim, fazê-lo entrar na rodada 4.

O Yeti é uma peça fundamental do seu deck, normalmente virando uma situação de jogo e permitindo passar por praticamente qualquer coisa que tenha entrado até a rodada 4.

O Desafiador Caído é uma unidade pouco utilizada, mas que tem uma função importantíssima, principalmente num cenário em que Pantheon / Yuumi é popular.

Em geral, existe uma categoria de decks de Runeterra que trabalham com pouquíssimas unidades no campo de batalha. Porém, unidades bastante poderosas e que podem virar o jogo sozinhas: Chamabranca Ferido e Pantheon fazem isso em Monte Targon, O Arsenal em Shurima e decks de Lee Sin tendem a não ter muita coisa em campo também.

O Desafiador, quando bem encaixado, pode resolver esse tipo de problema sem maiores esforços. Lembrando ainda que, ao morrer, a carta deixa em sua mão uma versão efêmera ligeiramente mais forte e com o mesmo efeito.

O último dos seguidores do Gnar Darius, Capitão Farron é aquela carta que complementa a lista e entrega uma condição de vitória por si só. Seja através do seu ataque, seja através das cópias de Dizimar que a carta épica cria.

Por último, vamos para os feitiços, começando com um dos melhores da região de Freljord: Cântico dos Trolls.

É incrível como esse efeito brilha num meta em que há muitas unidades em campo. E apesar da postura agressiva que este deck toma, é importante ter a noção de que a lista é, na verdade, um midrange. E midrange é sobre fazer trocas com vantagem acima de qualquer coisa. O Cântico dos Trolls habilita isso.

Os três outros feitiços presentes neste deck realizam a mesma função, com diferentes custos: causar mais dano durante os seus ataques.

Tudo bem que Reta da Morte também pode ser utilizado defensivamente. Mas a carta de Noxus brilha de verdade quando seu adversário acredita que está absorvendo dano o suficiente com suas unidades apenas para descobrir que uma de suas unidades com sobrepujar vai ter, basicamente, um ataque duplo.

Estratégia Decisiva é mais retilínea. Lembre-se que o efeito pode ser respondido, interrompido e afins, mas em geral, vale a pena jogar na primeira oportunidade de fechar letal.

Fúria da Batalha, como carta súbita, é a forma de finalização que costuma ser mais segura. No entanto, ainda estamos num meta com algumas resposta pra isso.

O que nos traz para a seção de dicas gerais.

A primeira coisa que você tem que tomar cuidado jogando de Gnar Darius é contra decks que possam silenciar suas unidades de alguma forma. Isso acontece com Equinócio e Quietude, na região de Monte Targon. Mas também com Minimorfo em Bandópolis e a agora popular Areia Movediça em Shurima.

Apesar de existirem outras formas de silenciar, como Desolação Lunar e Purificar, são cartas muito pouco usadas e que, normalmente, não vale a pena jogar em torno.

Gnar não é uma condição de vitória, mas ele ajuda muito o seu plano de jogo se permanece no campo. Sendo assim, tome cuidado com o momento em que o campeão multirregião cai na mesa e evite incluí-lo em bloqueios desnecessários.

Por falar em bloqueio, você vai bloquear muito pouco com este deck. E isso acontece porque como suas unidades tem sobrepujar, faz mais sentido você trocá-las atacando, e causando algum resquício de dano ao nexus, do que nas defesas.

Quando a gente fala sobre mão inicial, esse deck não tem muito segredo. Você normalmente mantém cartas de custo dois ou menor e também mantém eventuais cópias de Yeti Ancestral que surjam.

Obviamente, existem situações em que você pode abrir mão de cartas de vida mais baixa, como a Sabotadora da Legião, principalmente se o seu adversário responde facilmente essas unidades menores, usando Banquete Cruel, por exemplo.

A lista de Darius Gnar foi bastante empurrada por seu confronto contra Mono Shurima, que segue popular. O Sobrepujar tem 58% de vitória, em média. Também se sai bem contra os decks de Viktor que não com a Riven. Ou seja, Aphelios e Lee Sin, principalmente.

Tome cuidado principalmente com Patrulheiros: Miss Fortune e Quinn dominam esse confronto com maestria. Outros decks de Demacia, também tem partidas mais difíceis contra esta lista.

Os demais decks, principalmente listas que são mais off meta, como Teemo Caitlyn, Ekko Zilean e Vi Viktor representam bem menos perigo.


Essa lista é uma abordagem nova para uma estratégia que existe desde o primeiro sazonal, quando o jogador Puyshpii surpreendeu a todos com uma versão de Darius e Sejuani não muito diferente dessa lista de hoje.

Se você testou ou vai testar o deck, me conta aqui nos comentários!

2 thoughts on “Guia de Deck – Gnar Darius

  • 14/04/2022 em 12:57
    Permalink

    Parabéns pelo conteúdo Viktor! Sempre aprendendo com você.
    Tmj, abraço

  • 19/04/2022 em 11:47
    Permalink

    Conteúdo muito bem feito e profissional, parabéns!

Fechado para comentários.